Maldição

Elizabeth Gaskell deixa-nos um conto gótico e sombrio sobre um amor frustrado e uma maldição familiar que retrata poderosamente as tensões sociais da Inglaterra vitoriana. A protagonista é Bridget Fitzgerald, uma mulher católica irlandesa que trabalha como criada e que é deixada sozinha pela sua única filha. A morte deliberada do amado cão de Bridget desencadeia uma inundação de ira que reverbera através das gerações. Bridget lança uma terrível maldição sobre o assassino do cão na sua busca por vingança: a pessoa a quem o assassino mais ama, será amaldiçoada. O conhecimento pioneiro de Gaskell sobre os conflitos entre católicos e protestantes, bem como as duras realidades da sociedade de classes, é maravilhosamente demonstrado neste trágico relato de serem os filhos a pagar pelos crimes dos pais. Bridget é uma mulher que usa as suas capacidades para desafiar a ordem patriarcal. Ela possui um génio e temperamento fortes, permitindo-lhe impor a sua vontade sobre todos. Permanecendo solteira ao longo de toda a narrativa, subverte ainda mais as expectativas da época, contrastando de forma impressionante com o papel maternal e familiar que se esperava das mulheres na era de Gaskell.

4.95

REF: 9789899067585 Categorias: , Etiqueta:

Detalhes

Capa

Mole

Dimensões

140 x 210 mm

Edição

01-2022

Idioma

Português

Páginas

80

Sobre o Autor

Elizabeth Gaskell

Elizabeth Cleghorn Gaskell nasceu a 29 de setembro de 1810, em Londres, Inglaterra. Ela era a mais nova de oito crianças, com apenas o seu irmão John a sobreviver à infância. William Stevenson, o seu pai, foi padre unitarista, e Elizabeth Holland, sua mãe, morreu 13 meses depois de dar à luz a sua filha mais nova, deixando um marido confuso, com pouca escolha, excepto mandar Elizabeth viver com a irmã da sua mãe em Cheshire. Elizabeth passou vários anos sem ver o seu pai, a quem era devota, e, à medida que foi crescendo, o seu futuro era incerto, uma vez que lhe faltava riqueza pessoal e um lar estável. Em 1832, casou-se com William Gaskell, que trabalhava como ministro assistente numa igreja Unitária em Manchester. Instalaram-se na cidade, e ela ajudou-o no seu trabalho, prestando assistência aos indigentes e trabalhando como professora na Escola Dominical, onde a leitura e a escrita eram ensinadas. A cidade de Manchester, onde a família vivia, esteve no epicentro de uma transformação cultural significativa e de ações políticas radicais. Elizabeth reconheceu estes conflitos sociais e utilizou-os na sua obra. Os seus romances oferecem um retrato detalhado das vidas de muitos estratos da sociedade vitoriana, incluindo os muito pobres. O seu trabalho é, por isso, de interesse tanto para os historiadores sociais como para os amantes de literatura.

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