Conde d’Abranhos

O dedicado secretário de Alípio Abranhos parte num elogio biográfico ao seu mestre, apresentando o percurso de afirmação política, que passa essencialmente por adulações calculadas, discursos ocos e truques políticos. Eça de Queirós constrói uma notável obra de sátira, uma crítica mordaz da cultura portuguesa na segunda metade do século XIX, assente nos enredos do quadro social da política constitucional, através da história de um dos políticos da época. O conde d’Abranhos foi escrito em 1879 e publicado postumamente em 1925, permanecendo, contudo, uma leitura bastante atual.

4.95

Detalhes

Capa

Mole

Dimensões

140 x 210 mm

Edição

05-2021

Idioma

Português

Páginas

168

Sobre o Autor

Eça de Queirós

Eça de Queirós

José Maria Eça de Queirós nasceu no dia 25 de novembro de 1845, na cidade de Póvoa de Varzim. Passou a sua infância e adolescência longe da família, tendo sido criado pelos seus avós paternos, de origem brasileira. Em 1861 ingressou na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito. Foi durante esta época que se viu envolvido em vários movimentos estudantis, alguns destes liderados por Antero de Quental e Teófilo Braga. Após a conclusão dos estudos, em 1866, mudou-se para Lisboa. Residia com os pais, exercia advocacia e, no mesmo ano, fundou um jornal, principiando assim a sua carreira jornalística. Em 1871, na companhia de Ramalho Ortigão, deu início à publicação de As Farpas, um conjunto de crónicas satíricas acerca da vida portuguesa. Nos anos seguintes, construiu uma carreira diplomática, tendo exercido o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Os anos passados em países estrangeiros foram também os mais frutíferos para a sua produção literária, sempre dedicada à crítica da sociedade portuguesa. Publicou, entre outros, O Crime do Padre Amaro em 1875, a que se seguiram O Primo Basílio (1878), A Relíquia (1887) e Os Maias (1888), este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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