A cidade e as serras

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Detalhes

Capa

Mole

Dimensões

140 x 210 mm

Edição

03-2020

Idioma

Português

Páginas

240

Sobre o Autor

Eça de Queirós

Eça de Queirós

José Maria Eça de Queirós nasceu no dia 25 de novembro de 1845, na cidade de Póvoa de Varzim. Passou a sua infância e adolescência longe da família, tendo sido criado pelos seus avós paternos, de origem brasileira. Em 1861 ingressou na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito. Foi durante esta época que se viu envolvido em vários movimentos estudantis, alguns destes liderados por Antero de Quental e Teófilo Braga. Após a conclusão dos estudos, em 1866, mudou-se para Lisboa. Residia com os pais, exercia advocacia e, no mesmo ano, fundou um jornal, principiando assim a sua carreira jornalística. Em 1871, na companhia de Ramalho Ortigão, deu início à publicação de As Farpas, um conjunto de crónicas satíricas acerca da vida portuguesa. Nos anos seguintes, construiu uma carreira diplomática, tendo exercido o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Os anos passados em países estrangeiros foram também os mais frutíferos para a sua produção literária, sempre dedicada à crítica da sociedade portuguesa. Publicou, entre outros, O Crime do Padre Amaro em 1875, a que se seguiram O Primo Basílio (1878), A Relíquia (1887) e Os Maias (1888), este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

Postumamente publicado em 1901, A Cidade e as Serras assinala o desfecho da carreira de Eça de Queirós, num atenuar do realismo crítico que tão vigorosamente marcou as obras anteriores do autor. O ambiente cultural do século XIX serve como palco às personagens de Jacinto e Zé Fernandes, dois melhores amigos que se haviam conhecido durante os tempos de universidade. O primeiro, descendente de portugueses, nascido e criado em Paris; o segundo, que trocara há vários anos a vida citadina por uma vida singela nas serras portuguesas. O amor que Jacinto veio a nutrir pela civilização urbana e pelo progresso é posto em causa na sequência do reencontro com o seu velho amigo, passados 7 anos da sua separação. A insatisfação e desassossego de Jacinto encontram na visita do seu amigo uma oportunidade para se mudar para a sua propriedade rural de Tormes, em busca de equilíbrio e felicidade.

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